Com o passar dos anos, ganha-se uns quilinhos a mais. É da natureza humana. Então porque não fundir as tradicionais roupas de borracha com as famosas cintas térmicas que emagrecem? Uma boa dica pra Rip Curl. Você fica quentinho e ainda ajuda no emagrecimento. Surfistas acima do peso como Greg Noll e Pancho Sullivan seriam sérios candidatos a patrocinados dessa nova linha e poderiam estrelar campanhas com fotos estilo antes e depois. “Eu era assim, 160kg, tinha a maior dificuldade em andar nas merrecas, mas depois da minha Rip Curl Emagrocinta me sinto bem melhor. Estou com 85kg e voando nas marolas”, diria nossa estrela peso pesado.
Surf Camp Asilo
Com o passar dos anos, ganha-se uns quilinhos a mais. É da natureza humana. Então porque não fundir as tradicionais roupas de borracha com as famosas cintas térmicas que emagrecem? Uma boa dica pra Rip Curl. Você fica quentinho e ainda ajuda no emagrecimento. Surfistas acima do peso como Greg Noll e Pancho Sullivan seriam sérios candidatos a patrocinados dessa nova linha e poderiam estrelar campanhas com fotos estilo antes e depois. “Eu era assim, 160kg, tinha a maior dificuldade em andar nas merrecas, mas depois da minha Rip Curl Emagrocinta me sinto bem melhor. Estou com 85kg e voando nas marolas”, diria nossa estrela peso pesado.
Newton Alves Filho
Renovação na sala de justiça
O AUSTRALIANO RICHIE PORTA ASSUME INTERINAMENTE O CARGO DE JUIZ CHEFE DO ASP WORLD TOUR, QUE INICIOU A TEMPORADA 2010 NA GOLD COAST COM NOVIDADES NO SISTEMA DE JULGAMENTO.
Com a saída do também australiano Perry Hatchett da Association of Surfing Professionals, anunciada em fevereiro último, a entidade finalmente pôde promover algumas desejadas e significativas mudanças em seu sistema de julgamento. Depois de 12 anos comandando o quadro de juízes do Circuito Mundial, Hatchett não chegou a um acordo com a ASP e seu contrato de prestação de serviços não foi renovado.
Com isso, Richie Porta, que vinha fazendo um belo trabalho como juiz chefe do Circuito Mundial feminino, foi chamado para assumir interinamente o cargo. Segundo o brasileiro Renato Hickel, gerente geral do Tour, Porta deverá ser efetivado em breve.
“Sem o Perry, finalmente conseguimos aprovar uma importante mudança que eu vinha tentando há quatro anos, que é a utilização de dois ou mais juízes chefiando o painel julgador do Tour, um sistema criado no Brasil que dinamiza bastante o trabalho. Essa era a única área da ASP que não havia sofrido nenhum tipo de renovação desde que o Perry assumiu. Nos últimos anos tivemos uma série de mudanças no Circuito, como o aumento do quadro de juízes, a implementação do sistema de computação e de vídeo replay, ambas inovações trazidas do Brasil, a utilização de jet-skis e o sistema de baterias simultâneas, que afetaram o controle da prioridade e aumentou a responsabilidade do juiz chefe. Mas ele continuava sozinho para controlar tudo”, explica Hickel.
“Por causa disso, os surfistas reclamavam que quase não tinham acesso ao quadro de juizes para trocar informações, discutir resultados, comentar ou protestar”, ressalta o brasileiro. É por isso que ele defende a presença de dois ou mais profissionais realizando esse trabalho. “Na Gold Coast, tivemos o Porta atuando como primeiro juiz chefe, o havaiano Dave Shipley na posição de segundo e o também australiano Pritamo Ahrendt como terceiro, sendo que os três podem alternar suas posições, além de atuar também como juízes e atender surfistas e imprensa. Essa rotatividade é positiva e foi bastante elogiada na etapa de abertura do Tour”. Hickel também enfatizou que o segundo e o terceiro chefe dos juízes poderão mudar a cada etapa, o que dá chance de bons profissionais mostrarem seu trabalho: “Na etapa do Brasil, por exemplo, devemos ter o Luli Pereira como segundo ou terceiro juiz chefe. Ele tem sido muito elogiado e com isso podemos renovar o quadro e estimular esses profissionais a melhorarem sempre”.
O dirigente não entrou em detalhes sobre os motivos que levaram à não renovação do contrato de Hatchett. Mas, segundo reportagem publicada sobre seu desligamento, além das questões técnicas e da inflexibilidade do australiano perante a série de mudanças sugeridas ao longo de sua gestão, também pesou a falta de habilidade no trato pessoal. “Ele é muito inteligente, sabe muito sobre o esporte, mas não tem habilidade com as pessoas. Estamos numa época democrática e acho que os juízes não estavam rendendo 60% da capacidade quando eram direcionados por ele. Espero que agora a gente consiga trabalhar pelo esporte sem política”, disse o juiz brasileiro Ícaro Cavalheiro. O baiano Lapo Coutinho, juiz filiado à ASP Hawaii, completa: “A saída dele dá oportunidade de a ASP fazer mudanças que nunca foram aceitas por ele com medo de que alguém tomasse seu lugar. Os juízes também serão tratados com mais dignidade”, finaliza Coutinho.
THE DRIFTER
The Drifter é inspirado na viagem que Rob Machado fez pela Indonésia em busca de si mesmo.
Tudo no filme parece calculadamente despretencioso, da atuação do protagonista, às coisas que dão errado e também as coisas que dão certo.
As sessões de surf são poucas e faz muita falta imagens de dentro d’água do cabeludão Machado. As cores no filme são fortes, sempre com aquela textura que hoje domina o mercado da propaganda de cerveja no Brasil, puxado pro dourado, pra vender mais bermudas da Hurley.
A edição parece ligeiramente aflita em trocar de ângulos, e raramente uma imagem se detém por mais de 3 segundos, com raríssimas exceções.
O filme é um lançamento da Warner e tem uma trilha bem decente, liderada pelos Raconteurs de Jack (White Stripes) White e Brandon Benson, os pesados e sujos Black.
Keys, The Shins, Iron and Wine, Jose Gonzales e Bom Iver, misturando o melhor da música que já foi chamada de alternativa e hoje domina iPods de gente descolada (seja lá o que isso quer dizer) no mundo inteiro.
DIREÇÃO → Taylor Steele.
TRILHA SONORA → MGMT, Matt Costa, Morning Breeders, Raconteurs, Black Keys, The Shins, Iron and Wine, Jose Gonzales e Bom Iver.
EXTRAS → Melhor do que a atração principal.
PORQUE ASSISTIR → Rob Machado ainda é um dos surfistas mais agradáveis para ver surfando sem parar, prefira o bônus, sem lenga-lenga, puro surf.
NÃO DEIXAR DE CONVIDAR seus amigos que amam o surf de raiz.
MODERN COLLECTIVE
‘Essa é uma mensagem para os jovens, gente abaixo dos 25 anos... Certamente para gente com menos de 40. Se você tem mais de quarenta, não estou certo se você deveria ouvir isso...’
TRILHA SONORA → Tiga, The Castaways, Primal Scream, Split Enz, Sebastien Tellier, Annie, M83, ZZT e G.L.O.V.E.
EXTRAS → Mais de meia hora com sessões que não entraram no filme e uma só pro Jordy.
PORQUE ASSISTIR → Kai é um artista, Jordy é um artista, Dane é um artista, Mitch é um artista, Dusty é um artista ─ Dion queria muito ser um artista e até usa gorro pra provar.
NÃO DEIXE DE CONVIDAR os amigos que gostam de cerveja, gorrinho e acham que alley up é coisa de coroa.
11 perguntas para... Maya Gabeira
ELA COMEÇOU A SURFAR INCENTIVADA POR UM NAMORADO, EM UMA ESCOLINHA DO ARPOADOR, NO RIO DE JANEIRO. COM APENAS 8 ANOS ENTRE VACAS ASSUSTADORAS E DROPES BEM-SUCEDIDOS, A CARIOCA MAYA GABEIRA, 23, JÁ ENCAROU ALGUMAS DAS ONDAS MAIS PERIGOSAS DO MUNDO E GANHOU DESTAQUE MUNDIAL AO VENCER TRÊS VEZES CONSECUTIVAS O BILLABONG XXL GLOBAL BIG WAVE AWARDS.
01. POR SER MULHER, OS CARAS TE DÃO UM TRATAMENTO DIFERENCIADO? ROLA UMA PROTEÇÃO EXTRA?
Acho que sim, mulher você não trata que nem homem, né?! (risos). Eles me protegem com certeza, acho que isso é da natureza. Viajando com uma menina, normalmente o cara em a tendência de protegê-la e ajudá-la.
02. VOCÊ APRENDE MUITO COM ELES?
O tempo inteiro. Para evoluir, não vai ser viajando com a galerinha ou com as minhas amigas. Imagina se eu estivesse com uma amiga em Mavericks, e não com Danilo Couto, no dia em que pegamos o pico sinistro. Lógico que eu não teria surfado. Só uma pessoa que nem o Danilo para olhar e não conseguir ver o line-up, não conseguir ver as pedras logo ali ao lado e falar: “Não, vamos de qualquer jeito, está 30 pés clássico!”. Essa é a diferença. Homem tem uma visão no surf que é absurda. Eles sabem tudo de ondulação, de mapas e tudo de equipamentos. O lugar e a hora certa. É muito impressionante, você não vê mulher assim. Eu sempre falo: “Gente, como eu vou andar com mulher?” Você não tem um Jeff Clark mulher em Mavericks, um Andrew Marr mulher na África do Sul... e assim por diante.
03. COMO VOCÊ DECIDIU FAZER TOW IN?
É tudo muito recente, mas além de achar que era uma boa hora, o principal fator foi a oportunidade. Surfando com o patrocínio da Red Bull, tenho facilidade de ter jet-skis no Brasil e no Hawaii. E ter o Burle na mesma equipe, que pode estar comigo, sair comigo e está a fim de me ajudar, de me ensinar, facilitou tudo. E o principal: chega uma hora que você encontra o limite da natureza, onde não é possível entrar nas ondas remando.
04. VOCÊ JÁ SE SENTE PREPARADA PARA ENCARAR ESSE TIPO DE SITUAÇÃO NO TOW IN: PEGAR MAVERICKS, JAWS OU TODOS SANTOS NOS DIAS MAIORES? ACHA QUE CHEGOU NESSE NÍVEL FÍSICO E PRINCIPALMENTE PSICOLÓGICO?
Ainda não cheguei. Mais é um esporte novo para mim e ainda não tenho intimidade com a máquina e com o equipamento. Vai ser como foi na remada, no momento que eu entender o que estou fazendo realmente, quando conhecer a prancha que eu estou usando e puser meu tempo naquilo. Aí sim, a confiança vai vir. Se você não botou seu tempo naquilo, não vai estar preparado para puxar seu limite e chegar em uma condição extrema. Eu tive confiança para surfar Waimea, com a baía fechando, por exemplo, mas até esse dia, eu já tinha ido uma, duas, três, quatro vezes e ficado milhões de horas olhando. Aí sim você fala: “Tá bom, acho que agora estou a fim de tentar, porque eu boto meu tempo, me dedico, estou focada e amo o que eu faço. Vou tentar ir mais longe”.
Acho que com o tow in será o mesmo. Vai ser um ano, dois, três, até eu estar tão confortável com a máquina, com o resgate e com um parceiro estável. Se estiver tudo no esquema, acho que será possível surfar qualquer tamanho.
05. NUMA DUPLA DE TOW IN, UM FICA RESPONSÁVEL PELA VIDA DO OUTRO. O RESGATE ACONTECE MUITAS VEZES EM PLENA ZONA DE IMPACTO, NUMA SITUAÇÃO SINISTRA. VOCÊ SE SENTE PRONTA PARA ARRISCAR A VIDA NA FRENTE DE UMA BOMBA DE 50 PÉS, PARA SALVAR SEU PARCEIRO?
Eu me vejo fazendo isso. Acredito que eu possa chegar nesse nível. Estou disposta a correr riscos. Vai ser uma evolução natural, entendeu? Que dá medo, dá. Mas eu estou há uns três meses enfrentando essa realidade e converso muito com o Burle sobre isso. Sei que esse é um estágio novo e que você se coloca em umas situações que podem ter conseqüências horríveis. Muito mais extremo do que se você estivesse na remada. No braço, você não teria ido parar ali, você tem um instinto e milhões de coisas que não te deixam estar naquela situação, onde a máquina te deixa. Mas, rebocado, você se vê botando para dentro muito mais fundo, na primeira da série, dropando atrás do pico, coisas assim. É muito complicado. Eu sempre falo para o Burle: “Cara, quem é o louco que fala que tow in é fácil?”. Não existe esporte mais extremo, em alta velocidade e com tanto impacto.
06. COMO FUNCIONA ESSA PARCERIA COM O BURLE?
É uma grande amizade e ao mesmo tempo um grande desafio para nós. Ele tem 40 anos, é um cara top no esporte. Ele olha pra mim, uma menina de 23 anos, que surfa há 8, e deve falar: “Caraca, brother, que loucura... Onde será que eu vou conseguir chegar com ela?”. Acho que ele tem uma expectativa também, sabe? De quanto uma mulher pode evoluir dentro de um esporte tão masculino. E eu tenho o desafio de estar com meu físico, meu psicológico e meu ritmo juntos com os dele. Vai ter que ir rolando uma adaptação constante. A gente se fala por e-mail, estamos sempre em contato, sempre tentando entender o outro, fazer os planos certos, estar nos mesmos lugares. Acho que esta nova fase muito interessante. É um caminho longo.
07. A PARCERIA COM ELE EXISTE EM FUNÇÃO DA RED BULL?
Acho que se eu fosse da Red Bull e a gente não se desse tão bem, ele não ia querer entrar neste projeto de formar uma dupla mista. A coisa aconteceu mais da gente mesmo. Rola uma empatia e ele sabe que é uma coisa que eu desejo muito. Acho demais porque ele vê o quanto me dedico. Chegou um momento em que ele quer participar dessa evolução, me mostrar o caminho e também descobrir aonde será que consigo ir. Mas isso é muito cedo para saber. Nossa, eu sofro, apanho e fico destruída. Estive no Tahiti e tinha hora que eu olhava e falava: “Burle, isso aqui não é esporte pra mulher”. E ele respondia: “Agüenta!”. O corpo de homem é muito diferente do de mulher. A primeira vez que eu puxei no Tahiti tinha 4 pés de onda e já foi bem complicado, dá muito medo de perder o jet-ski. Surfar em Teahupoo é adrenalina pura. De repente vem uma ondulação, ele levanta e fala: “Vai, vamos nessa!”. Você não sabe no que está se metendo, e de repente está num buraco, muito mais fundo no tubo do que gostaria. É algo assustador (risos).
08. COMO É A SUA RELAÇÃO COM AS OUTRAS MENINAS COMPETIDORAS? PRINCIPALMENTE AS BRASILEIRAS, VOCÊ SOFRE ALGUM TIPO DE PRESSÃO?
Eu as vejo muito pouco e diria que não tenho uma relação. É estranho, mas no meu esporte não tem muita competitividade, e se você for pensar, eu não tenho que competir com ninguém. Eu não consigo nem ver o Billabong XXL como uma competição. Porque tudo que envolve o XXL acontece em dias tão extremos, que eu não penso em surfar melhor do que outra mulher. Penso mesmo em dar o melhor de mim, conseguir fazer a cabeça e sobreviver. Estar na água sempre em situações extremas, querer surfar o dia inteiro quando está gigante, fazer imagens, evoluir, surfar as maiores. Essa é minha pressão.
09. OS ATLETAS, EM GERAL, SEMPRE SE ESPELHAM EM ALGUÉM. E NO SEU CASO?
Eu nunca tive alguém que eu olhasse e falasse: “Nossa, eu quero chegar e ser aquilo”. Acho que sempre olhei para o mar e falei: “Nossa, eu queria surfar aquele tipo de onda”. Quando assisto aos filmes de surf, eu penso: “Quero surfar Teahupoo daquele jeito”. Mas com certeza os big riders como o Burle, Danilo Couto, Jeff Clark, são pessoas que me inspiram, e eu gostaria de um dia chegar no mesmo nível deles.
10. SEUS PAIS APROVAM SUA CARREIRA?
Com certeza me apóiam muito. Minha mãe é minha manager, e meu pai é um superamigo. Sempre falo com eles por e-mail ou por telefone. Mas é lógico que ficam bastante preocupados. Em setembro de 2007 fui capa do jornal “O Globo” e saiu na matéria que eu estava com a idéia de surfar ondas gigantes, com o Carlos Burle me rebocando. Minha mãe me mandou um e-mail me parabenizando e comentando assim: “Todo mundo veio elogiar sua coragem, mas tem mesmo que ser 20 ou 30 metros de onda? Isso me assusta”. Eles gostam, acham legal, mas ficam imaginando qual será o meu limite.
11. ATÉ QUANDO VOCÊ PRETENDE SEGUIR NA CARREIRA DE SURFISTA?
Ai, não sei. Vejo o Laird Hamilton e o Burle com mais de 40, por exemplo. Espero estar nessa faixa de idade, ainda no big surf. Acho que é uma carreira longa. Quanto mais experiência, melhor. Um ano melhor que o outro, sempre. Se você for segurando a onda do seu físico, se é uma pessoa preparada, que se cuida desde cedo, acho que dá pra estender até uns 45.
INNERSECTION_INSCRIÇÕES ABERTAS
Para as regras oficiais do concurso, mais dicas de edição, além de uma seleção de músicas pré-aprovadas, disponíveis para download, acesse o site. Cadastre-se gratuitamente para fazer parte do projeto, seja votando ou fazendo um upload próprio.
Simples Olhar
Simples Olhar é o resultado do ano de 2008 de Rafael Mellin e tem como proposta mostrar traços culturais de diferentes regiões do mundo. O foco não é apenas o surf, mas tudo que é vivenciado pelos surfistas nessas viagens ao redor do planeta. Com locações conhecidas, inusitadas e até exóticas, o filme vai da piscina de ondas de Kuala Lumpur, na Malásia, ao surf em um rio gelado de Munique, na Alemanha. Além de Califórnia, Indonésia, Brasil, México, Nicarágua e Chile ─ sempre com uma mensagem sublime entre uma sessão e outra, lançando “simples olhares” sobre as diferentes culturas. A trilha sonora é bem eclética, com bandas como Ancesttral, Mindflow e trilhas produzidas especialmente para o filme, com John Player Specials e Giba Moojen. O projeto contou com a participação dos atletas Etam Paese, Marlon Klein, Petterson Thomaz, Caetano Vargas, Tristian Aicardi, Fernando Moura, Cássio Sanchez, Marcos Sifú, Michel Flores, Mickey Bernardoni, Alan Fendrich, Daniel Cortez, Gustavo Shilickman, Yuri Castro, Willian Cardoso, Wiggolly Dantas, Tiago Bianchini, Yan Guimarães, Pedro Scooby, James Santos, Stephan Figueiredo, Bryan Franco e Igor Morais.
WAHINES
Quiksilver Pro Gold Coast 2010
O ASP World Tour 2010 deu a largada para mais uma corrida pelo título mundial de surf profissional. A tradicional etapa de abertura na Gold Coast australiana rolou em boas ondas no pico de Snapper Rocks, primeira seção do Superbank, um dos mais famosos point break de direitas do mundo. O fanático público local encarou muita chuva na maior parte dos dias e lotou a praia para conferir o show de perto.TOPS EM QUEDA
Os Top 5 de 2009 começaram a prova com força total e exibiram performances de tirar o fôlego. Mas, com exceção de Taj Burrow, que atingiu o topo, o único que se manteve na mesma posição foi o brasileiro Adriano de Souza.
OS BRASILEIROS
Adriano de Souza teve excelentes atuações no evento e parou nas quartas-de-final barrado pelo campeão Taj Burrow, numa bateria com poucas ondas boas pelo placar de 17.70 a 14.40 pontos. “A bateria foi difícil, e é isso que acontece quando dois caras dos Top 5 se encontram, um show de surf. Consegui achar duas ondas boas e fazer novas acima de 7. era o que eu esperava, mas não encontrei nenhuma onda que me proporcionasse notas maiores do que essa”, explicou Mineirinho. Antes disso, ele derrotou sem dificuldades o taitiano Michel Mourez e o aussie Blake Thorton, na primeira fase, superou o amigo Jadson André, no terceiro round, e passou com vitória apertada pelo aussie Adrian Buchan, nas oitavas-de-final. Apesar da derrota, Mineirinho apresentou boas atuações nas baterias iniciais, sempre com drops atrasados atrás da pedra, cavadas fortes e ataques sem dó ao lip das ondas, além de jogar muito bem com a prioridade sempre que necessário.
Longboard extreme
Drive'n Throw Up
“Junte oito aerialistas brasileiros da nova geração. Aprisione-os em uma Kombi destruída, apresente condições lastimáveis de alimentação e acomodação. Percorra 6.000 quilômetros procurando ondas propícias para ‘airtricks’. E filme tudo”. Com esta proposta, a Weird produziu seu mais novo vídeo ─ “Drive’n Throw Up”. Como já é de se esperar da marca paulista, o DVD é repleto de diversão, zoação e subversão ─ tudo muito cru e trash. E é óbvio, muito surf aéreo de cair o queixo. Destaque para Generik, Etam Paese, René Oliveira, Caetano Vargas, Felipe Sapu e P. Thomaz, entre outros. Como os próprios produtores explicam, esse vídeo é um mix de “muitos aéreos, trilha sonora devastadora e a realidade nua e crua do surf underground nacional”.
Universo em expansão
O tamanho da quilha também influencia no desempenho. Para surfar com uma quilha só, prefira as maiores e com base mais larga, ideal para ondas menores. Se a onda estiver com tamanho médio e cavada, desista da mono. Coloque uma quilha média e estabilizadores, que vão garantir a segurança nas curvas mais fortes. Geralmente é assim que funciona, mas para toda regra existe exceções.
Enfim, surfar de longboard está cada vez mais interessante, graças a essas variações de quilhas, fundos, curvas e tamanhos. Talvez por isso, cada vez mais surfistas se preocupam em ter um longboard para dar umas caídas de vez em quando. E os longboarders se preocupam em ter um quiver diferenciado, pois sabem apreciar essa diferença entre surfar com um clássico single fin e um long progressivo, principalmente porque conseguem assimilar que o resultado dessas variações é importante para lapidar manobras e, principalmente, estilo. Opções não faltam na hora de fazer um long, converse com um bom shaper e pendure-se.
Cultura de praia Carioca
Chico Buarque não gosta de carregar rótulos, não gosta de rivalidades. Mas, quando lhe perguntaram por que seu novo disco, lançado em 2006, se chama Carioca, usou de fina ironia para dizer: “É uma homenagem a São Paulo”.
Recado aos surfistas brasileiros
Você deve estar olhando para a imagem acima e se perguntando: “O que uma foto de rodeio está fazendo em um site de surf?”. Calma, eu explico. Freqüentemente escuto pessoas falando que jamais ganharemos um título mundial simplesmente porque “os gringos não vão deixar”. Quando cito exemplos de esportistas brasileiros como Zico e Senna que sequer pediram licença para hastear a bandeira no lugar mais alto do pódio, mas ainda escuto que isso se deve ao fato de não dependerem de um julgamento subjetivo.
05 perguntas para... Albe Falzon
PARA QUEM NÃO SABE, O FOTÓGRAFO E CINEGRAFISTA AUSTRALIANO ALBE FALZON É O AUTOR DO LENDÁRIO "MORNING OF THE EARTH" ─ UM CLÁSSICO LANÇADO EM 1972 QUE, ALÉM DE MOSTRAR A DESCOBERTA DE ULUWATU, REPRODUZIU COM MAESTRIA TODO O "SOUL" DO SURF NA ÉPOCA, TORNANDO-SE UM DOS FILMES MAIS INFLUENTES NA HISTÓRIA DO NOSSO ESPORTE. ATUALMENTE COM 64 ANOS DE IDADE, ALBE COMENTOU A INFLUÊNCIA DE "MORNING OF THE EARTH" NO SURF E O PROGRESSO DESENFREADO EM BALI.
01. "Morning of the Earth" é um filme de surf, mas consegue ser algo mais também. Como você diz, é um filme sobre o mundo. Como assim?
O mundo é um lugar lindo, não há dúvidas quanto a isso. Eu sempre vi o planeta como um lugar muito especial, e o surf definitivamente reforça esse conceito. Ser presenteado pelo oceano com um dia ensolarado, ondas perfeitas e golfinhos nadando no outside, é algo muito especial. Ainda mais quando você está em algum pointbreak isolado, longe de grandes cidades, dividindo a beleza natural com seus amigos. Nós temos que ser gratos por poder viver essas experiências. É o Jardim do Éden, ou algo bem próximo a isso. Minha mãe me disse uma vez, quando eu estava começando a surfar e me interessar por fotografia, para “seguir o caminho com coração”. Para mim, “Morning of the Earth” representa isso. Você simplesmente tem que fazer aquilo que ama.
02. O filme foi um marco histórico. Mas você tinha idéia na época o quão influente ele viria se tornar?
Nunca pensei muito no futuro. Ainda hoje, não penso muito no amanhã. Estava mais preocupado em viver o presente. Nós nunca planejávamos nada além do próximo swell. Era isso que nos preocupava, a próxima ondulação. E claro, se teríamos filme suficiente para registrar as sessões e gasolina para correr à costa atrás daqueles pointbreaks incríveis. Filmávamos da maneira que vivíamos na época ─ sem muita preocupação, mas um monte de diversão. Talvez houvesse uma força maior nos ajudando. Certamente eu apenas acompanhei o fluxo das coisas, registrando o que acontecia no caminho.
03. Quando vocês estavam filmando, foram os primeiros a surfar Uluwatu. Aquilo deve ter sido uma descoberta fantástica. Como você vê Bali hoje em dia?
O tempo passa e as coisas mudam, mas as experiências ficam para sempre. A mágica daquela época vai sempre existir. Bali se desenvolveu, mas o povo balinês continua com a mesma essência. E o lugar continua tão lindo e atraente quanto antes, apenas de uma maneira diferente. Você pode olhar para Bali, e se quiser, encontrar aspectos do progresso que não goste. Mas não há como negar que a magia, poder e beleza do lugar ainda existem. Alguém me disse uma vez que se o mundo acabasse, e apenas o povo balinês e tibetano sobrevivesse, teríamos um grande futuro. Concordo com isso.
04. Muito tempo se passou desde os dias de “Morning of the Earth”. Que conselho daria às próximas gerações?
Seja educado. Deixe a melhor onda da série para o seu amigo. Divirta-se. E surfe por Deus.
05. Quais os obstáculos dessas gerações futuras?
Uma vez vi um sinal que dizia: “Faça um favor a si mesmo ─ saia do seu caminho”.
-Q 21
É o quinto e o mais novo filme da marca carioca QUE! Lifestyle. Com produção de Paulo de Castro e Gustavo Camarão, que depois de dois anos gravando imagens lançam o -Q 21, que apresenta os melhores surfistas do Brasil com até 21 anos em alguns dos melhores picos do mundo. A produção impressiona pela qualidade das ondas e pela atitude dos jovens talentos nacionais nas mais difíceis e perigosas ondas do mundo. Jessé Mendes mostra um surfe muito rápido e fluído. Alejo Muniz e Thiago Camarão apresentam uma performance muito versátil e com estilo em qualquer tipo de onda. Jê Vargas, Ricardo dos Santos e Felipe Cesarano são exemplos vivos da palavra atitude e surfam Teahupoo, Puerto e Pipe vindo de Banzai, tirando tubos no limite e tomando vacas impressionantes. O grande destaque do DVD é o mais brasileiro dos uruguaios, Marco Giorgi, que tem provavelmente o clipe mais completo do filme, com um surfe sólido nas pesadas ondas havaianas e em Teahupoo.
MexPipe, Mx
Chegando ao aeroporto de Puerto Escondido não tem mistério. Só há um voo por dia aterrisando lá, então sempre tem umas vans a espera dos turistas. Até a praia de Zicatela custa uns dez dólares no máximo e lá tem dezenas de hotéis em frente a praia, ou bem perto, com preços acessíveis. Você fica na cara da onda, é só atravessar a rua e entrar no mar.
É considerado o melhor beach break do mundo. A praia é bem longa, mas as ondas só são na parte mais a direita na praia, exatamente onde tem os hotéis, restaurantes e lojinhas. O fundo não muda muito, mas a direção da ondulação influencia bastante na onda. Como em todo fundo de areia, muitas ondas fecham. Um fator que ajuda bastante na qualidade dessa onda é o forte terral que venta quase todas as manhãs do ano.
Aqui você terá que preparar um bom quiver se quiser surfar todo o tamanho de onda. Desde a maroleira dia-a-dia do Brasil até uma gun 9'. Quando o mar sobe dá pra usar pranchas grandes. Não economize em levar pranchas, qualquer toco anda nessa onda.
Leve protetor solar do bom porque o sol é cruel. Se puder pegue um quarto com ar-condicionado, é um ótimo investimento do seu dinheiro. As pranchas lá são muito baratas, tanto nas lojas quanto da galera que vai indo embora, muitas vezes vale mais a pena adquirir algumas lá do que pagar as taxas para embarcar as suas. Por ser fundo de areia a onda parece fácil, você fica confiante demais e, muitas vezes, acaba se machucando. Tome cuidado! Há poucos locais e não são muito fominhas, mas respeite, pois você está no México!
Mixed Tape
"Mixed Tape" celebra o ano de sonhos do "rookie" Bobby Martinez no WCT em 2006. Ele não só terminou entre os cinco melhores do mundo, como conseguiu o inédito feito de vencer duas etapas ─ Teahupoo e Mundaka ─ em seu primeiro ano na elite. Filmado nos quatro cantos do planeta, o DVD segue Bobby pelo Tour e mostra suas experiências, expectativas e, é claro, inúmeras sessões de surf. As entrevistas com seu pai, seus amigos e colegas (entre eles Mick Fanning e Damien Hobgood) são interessantes, assim como as sessões em Rincon quando criança e numa boca de rio super cavada na Califórnia. O DVD mostra um pouco da intimidade de Bobby, e de como o surf foi uma saída para o violento cotidiano do bairro mexicano em que cresceu. Ainda tem altas ondas em Bali e um momento hilário do balinês Betet Merta tentando dar uma entrevista em inglês.
FoQue!iu Too
Quem esperava um filme nos moldes de seu antecessor, irá se surpreender. "FoQue!iu Too" vem com uma trilha sonora contemporânea e de primeiríssima qualidade ─ com psicodelia, rock e principalmente uma ótima variedade de batidas eletrônicas. Além de dias épicos no Brasil ─ principalmente em Noronha e Itacoatiara ─ o dvd conta com boas seções no Tahiti, México, Indonésia, El Salvador, Austrália e Peru ─ o que dá um feeling mais peregrino à produção. Com a nata do surf nacional, a ação é alucinante. Destaques para Bruno Santos gigante, Stephan Figueiredo em Teahupoo, Trekinho esbanjando estilo no Peru e Noronha, os irmãos Vargas em Puerto Escondido, o power de Guilherme Sodré, a versatilidade de Sininho e as manobras de Marcos "Sifu" e Guilherme "Tripa". Tem ainda momentos irados de James Santos, Rodrigo "Baby", Binho Nunes, Danylo Grillo, Léo Hereda e William Cardoso. Isso sem esquecer do eterno "Pimp", Ruy Costa. Concentrando-se no que interessa ─ tubos, aéreos e manobras fortes ─ o dvd é um espelho do melhor que o surf brasileiro tem a apresentar. O bônus traz Andy Irons, Kelly Slater e cia. arrepiando em Teahupoo, além de mais surf pelo Brasil e pelo mundo. Mantendo a identidade da Que! ─ mas num pacote novo e mais elaborado ─ "FoQue!iu Too" é uma ótima pedida.
The Game
O renomado fotógrafo californiano Pete Frieden há anos vive na estrada seguindo o Circuito Mundial. Além das imagens que ilustram inúmeras revistas de surf, Frieden produz anualmente um vídeo com as melhores sessões captadas pelo globo. Assim como em "The Circus" e "Back in Town", "The Game" é repleto de surf de alta performance protagonizado pelos melhores do mundo. Destaque para os irmãos Irons, Taj, Mick e Parko destruindo tudo nos beach breaks franceses; Jamie O'Brien no Hawaii; Dane Reynolds na Califórnia; Koby Abberton em Sydney e Shane Dorian em Teahupoo ─ na sessão que lhe rendeu o já famoso Tubo do Ano em 2006. Frieden mais uma vez apostou na fórmula que tem dado certo ─ surf de alta qualidade e trilha sonora empolgante ─ e acertou na mosca. Com mais de 50 minutos e uma infinidade de extras, "The Game" tem surf de sobra para empolgar e instigar qualquer um.
SUP, com mais respeito
SOUL
O filme da Hot Buttered, que chegou recentemente às lojas, é um envolvente mergulho no passado do surf. As imagens foram recolhidas de clássicos como "Sultans of Speed", "Morning of the Earth", "A Winter's Tale", "Fantasea" e "Storm Riders" e conta com comentários dos jornalistas especializados Andrew Kidman e Derek Hynd. Destaque para as sessões de Joel Fitzgerald na Irlanda e na Indonésia, além das imagens alucinantes do "Sultão da Velocidade", o fundador da HB, Terry Fitzgerald, nos anos 70 ─ em Uluwatu, Jeffrey's Bay, Hawaii e picos isolados da Austrália ─, mostrando por que ele é considerado um dos surfistas mais influentes do planeta. Tem ainda uma viagem da família Fitzgerald (o pai Terry e os filhos Joel e Kye) a J-Bay, onde surfam com as pranchas mais variadas. A trilha sonora foi produzida especialmente para o filme por seis integrantes da banda White Horse, com destaque para o guitarrista Tim Gaze, que gravaram uma faixa de 59 minutos enquanto assistiam às imagens do filme. Pode até parecer redundante, mas o "Soul" é um filme realmente "Muito Soul", que conta parte da trajetória do surf, em especial a história da HB. Confira.
Livre, leve e solto
COMO UM DESBRAVADOR da sua própria essência. Assim o soul surfer Rob Machado, 36 anos, ícone do surf norte-americano, abdicou da convivência com a família e sua rotina de surfista profissional para imergir em seu novo e brilhante projeto cinematográfica, The Drifter. Machado passou um ano pela Indonésia, na busca por respostas e ondas perfeitas. Suas descobertas foram registradas pelo amigo e diretor Taylor Steele junto a uma equipe que contou com o cinematógrafo hollywoodiano Todd Heater, o fotógrafo Dustin Humphrey e assistentes. A ideia, que deu certo, seria documentar o cotidiano do surfista sem interferir na sua jornada. O Errante (tradução em português) não se trata apenas de ondas, mas uma maneira de questionar o modo como era conduzida sua vida. Para Machado, é uma cura ou "transformação íntima de autodescoberta". No Brasil, a estreia ainda não tem data definida, mas já é mais do que aguardada por seus admiradores.
Alice in Chains
APÓS SETE ANOS da morte do vocalisa Layne Staley, ninguém esperava que o Alice in Chains voltasse à ativa. E, oriundo da escuridão sugerida no título, surge um dos melhores álbuns da carreira do grupo. Produzido pelo competente Nick Raskulinecz (com Rush e Foo Fighters no currículo), Black gives way to blue soa como um tributo à altura do falecido, com músicas que trazem à tona as principais marcas da banda: a melodia cantarolada que antecede os riffs ultrapesados, o andamento lento, os refrões densos e os solos que se intercalam. Tudo isso conduzido pelo estilo inconfundível do guitarrista Jerry Cantrell e do novo vocalista William DuVall, com timbre de voz incrivelmente parecido com o de Layne Staley. Talvez a surpresa venha do mesmo com a participação de Elton John emprestando seus enfáticos teclados na faixa título. De resto, é o bom e velho Alice in Chains iniciando uma nova etapa e provando que apesar de todos os revéses ainda consegue superar expectativas.
Colbie Caillat
NATIVA DA PRAIANA Malibu e fã declarada de Fleetwood Mac (banda a qual seu pai, Ken Caillat, já foi produtor), Colbie Caillat foi um dos casos em que um artista acaba fazendo sucesso na internet antes mesmo de ter um CD pronto. E foi assim, sem pedir licença, que acabou conquistando milhares de fãs ao redor do mundo e teve seu talento reconhecido, inclusive pelo público brasileiro. Munida de canções com tonalidade pop, suaves, quase acústicas e voz doce e melódica, Colbie agora apresenta seu segundo trabalho com a mesma unidade do disco anterior. Os destaques dessa vez vão para Falling for you e Lucky, em parceria com Jason Mraz.
Eddie Would Go
Para quem é do surf, não há dúvida de que já ouviu falar no Quiksilver Big Wave Invitational in Memory of Eddie Aikau. Porém, se o conhecimento sobre o famoso homem do mar havaiano se limita ao campeonato, a leitura de Eddie Would Go pode ser interessante.
Surf 3D
O surf é um esporte de grande apelo visual. Filmes e mais filmes são lançados anualmente, contando a vida do Zé da esquina ou de um grupinho de surfistas arruaceiros. Algumas coisas boas e outras ruins, mas tudo bastante parecido. O filme “Ultimate Wave Tahiti” promete, no mínimo, quebrar esse paradigma em alguns aspectos. Com uma super produção, o filme será lançado exclusivamente nos cinemas, o que já não é novidade para nós. Mas, pela primeira vez, terá um formato I MAX 3D, uma tela gigante com projeção feita para assistir com óculos 3D e imagem de altíssima qualidade. Nesse formato, a experiência visual e sonora é prioridade, por isso, não podia demorar a alguém explorar o mundo do surfe.
Stephen Low é o nome do cineasta por trás da produção, que além do apelo da alta qualidade e projeção tri-dimensional, chamou nada mais nada menos que o nove vezes campeão mundial Kelly Slater para surfar nada mais nada menos que o Tahiti. As honras da casa ficaram por conta de Raimana Van Bastolear, uma espécie de embaixador do surfe local e, o melhor de tudo, tem um barco animal, três jets e conhecimento apurado de todas as bancadas, ondulações e vento. A receita tem alguns dos ingredientes mais finos.
O filme não abordará só o surfe, mas também o oceano e sua frágil interação com o ser humano. As produções começaram por volta de agosto de 2008, e estarão finalizadas em alguns meses, quando será exibida nas telas gigantes ao redor do mundo (não sabemos ainda quando será exibido no Brasil). “Esse projeto será incrível”, disse Slater. “Minha vida surfando e viajando ao redor do mundo é uma aventura constante e tenho a esperança de traduzir isso para as pessoas nesse filme. Tivemos alguns grandes desafios para filmar com as câmeras especificas nos lugares certos. Mas tivemos ótimas idéias, ótimas locações, equipamento de primeira e uma equipe de produção fantástica. Os desafios fizeram parte da diversão.”.
O filme tem patrocínios de peso e se realmente capricharem na produção, pode se tornar uma experiência inesquecível para o espectador, surfista ou não-surfista.
O Sultão da Velocidade
Música, amigos e surf
Lançado em CD, DVD e Blu-ray, o primeiro trabalho ao vivo de Jack Johnson é um verdadeiro presente para os amantes da música e do surf. Concebido para ser um registro da turnê do disco “Sleep through the static” pelo verão europeu de 2008, En Concert tornou-se maior que sua própria concepção.







