WAYNE "RABBIT" BARTHOLOMEW ANUNCIA SAÍDA DA PRESIDÊNCIA DA ASP E DEIXA A SEGUINTE DÚVIDA: SEU LEGADO FOI BOM OU RUIM?
O coelho volta pra toca
Dane Reynolds ─ First Chapter
A lenda de Big Max e Joe Boy
Roger Barros
Urban surfers
A paisagem da praia deserta com coqueiros dá lugar a selva de concreto, a água transparente ganha uma tonalidade meio marrom e finalmente, aqueles seus poucos amigos que curtiam o pico se multiplicam, e o pior, não são mais tão amigáveis. Essa é a rotina do surf nas grandes cidades, a princípio parece estressante e agressiva, mas a interação concreto-natureza forma uma nova estética do surf. A onda e o prédio se contrastam e se completam em uma composição única.
Panamá
Quiksilver Pro Gold Coast
Sob chuva e em ondas de até 2,5 metros, Parko somou notas 10 e 8.83, contra 7.00 e 4.30 de Adriano, que ficou precisando de uma combinação de duas notas para virar o resultado.
Para subir ao topo do pódio, o australiano fez uma ótima escolha de ondas e exibiu um posicionamento impecável nos canudos. É a segunda vez que Parko vence no quintal de casa; a primeira foi em 2002.
Já Adriano disputou sua primeira final na elite mundial e embolsou US$ 24 mil de premiação, enquanto o aussie faturou US$ 40 mil.
Free As a Dog
O Não-Eddie Aikau
Brasil de barriga cheia, de etapas
Crise total!
O mundo vive uma de suas maiores crises econômicas. Milhares de trabalhadores são demitidos diariamente, muito dinheiro foi perdido na bolsa de valores, a indústria automobilística foi afetada, os alimentos sofreram aumentos...
E como não poderia ser diferente, o surfe também foi atingido por esta onda.
Atletas, que já figuraram no principal cenário do esporte, o WCT, estão hoje "na lama": sem patrocínio e com muitos sonhos ameaçados.
Entre os "desempregados", nomes como Raoni Monteiro, Leo Neves, Pedro Henrique, Leandro Bastos, Everaldo Pato, Ordiley Coutinho, Rodrigo Dornelles, Diana Cristina e Simão Romão. Estes últimos, campeões da etapa carioca do WQS em 2008.
Mas, de quem é a culpa? Será que a crise é mesmo a responsável por este cenário que assola o mundo do surfe? Ou será que os atletas não estão correspondendo às expectativas de seus patrocinadores?
Escritório na praia, literalmente.
História de Surfista
Freakside
Liberdade e movimento
Maria Cecília iniciou seus primeiros traços ainda garota, mas foi em 1986, ano de sua formatura, que passou a pintar "profissionalmente". Entretanto, acredita que a pintura seja um dom inato.
Apesar de não surfar. Maria Cecília diz que se apaixonou pela grandiosidade do mar. "A beleza para mim está mais no visual, sinto a emoção pelo visual", ilustra. Sua lembrança das ondas e referências de fotografias foram inspirações que ela precisou para criar seus painéis. " Os pontos essenciais para mim são o movimento da onda e a liberdade que ela tem, pois nunca são iguais. A nuance das cores do mar através da luz do sol, a coragem do surfista... Isso tudo me dá um encantamento visual", explica.
Além do surf, a artista, hoje com 42 anos, sempre teve grande paixão por pintar flores, peixes, pores-do-sol: "gosto de flor, surf ou mesmo um abstrato. Árvores, natureza morta e figura humana não são meus fortes", comenta sobre suas preferências.
Com sutileza ao representar a realidade das formas da natureza, no caso o mar, Cecília encontrou no estilo figurativo moderno seu formato de arte, e na técnica acrílico sobre tela, sua concepção.
Stranger Than Fiction
Surfe nu
Como evitar problemas no North Shore
→ Respeito garante respeito
O localismo existe, mas você consegue perceber quem são os locais, seja andando na rua, seja pelo jeito de agir ou falar. Ficar tranqüilo, ser simpático e respeitar as regras são dicas para garantir uma estadia sem problemas por lá. Não fale alto dentro ou fora da água, espere suas ondas pacientemente e, se possível, converse sempre em inglês. Se o Hawaii fosse no Brasil, seria muito pior. Lá a lei funciona e mantendo a calma tudo acaba dando certo.
→ Entenda o mar antes de entrar
Não se deixe levar pela euforia, entrando na água com tudo. Analise bem o pico onde deseja surfar. Saber por onde entrar e por onde sair é fundamental. Veja onde estão quebrando as ondas e por onde outros surfistas estão entrando, saindo e onde é o canal. O tamanho das ondas podem variar com uma velocidade impressionante. Fique sempre ligado.
→ Saiba onde você está
No outside, ache um ponto de referência na areia. As correntezas são muito fortes e não é bom ser arrastado sem perceber. Isso lhe ajudará a se posicionar para pegar as melhores ondas.
→ Deixe a natureza te ajudar
Nunca lute contra a correnteza, isso será inútil. Se sua cordinha estourar, não nade para o canal, onde fica quase impossível sair da água. Vá em direção à zona de impacto e tome uma onda na cabeça. Vai dar uma chacoalhada, mas naturalmente você será arrastado em direção à areia e chegará com maior facilidade à praia.
→ Escolha um lugar para ficar
O primeiro passo quando se planeja viajar para o Hawaii é escolher um lugar para ficar. Principalmente nas últimos cinco temporadas, tem ocorrido uma superlotação no North Shore. Definir o local ainda no Brasil é muito importante para evitar roubadas e um gasto duas ou três vezes maior com estadia. A melhor maneira de fazer isso é pegar contatos com amigos ou conhecidos que já estiveram por lá ou negociar pela internet com os proprietários. Quanto mais tempo você ficar, mais barato será.
→ Vá com o quiver certo
Saia com duas a três pranchas do Brasil, que vão funcionar bem em ondas de até 6 pés e garantem boa diversão em locais como Rocky Point, Off The Wall e outros picos alternativos. Mas para surfar as ondas mais pesadas como Pipeline e Waimea, onde você coloca sua cabeça em jogo, o melhor é comprar uma ou duas pranchas já no Hawaii. Os shapers de lá estão acustumados e sabem o que uma prancha precisa ter para ser usada nesses mares.
→ Não acredite em lendas
Todo mundo costuma falar que o North Shore é muito crowd, que as ondas são pesadas e muito difíceis por causa dos locais. Tudo isso é verdade, mas o Hawaii é um lugar alucinante. Se você vier com paz de espírito, muita disposição e paciência para esperar sua hora, com certeza surfará as ondas da vida. Vibe boa é sinônimo de bons resultados.
Obama e o surf
Talvez por uma infância vivida no Hawaii devido ao nascimento em Honolulu nos respondesse, porém, muito além disso, estão as prioridades e preocupações para com o meio ambiente. Esta sim pode ser considerada das maiores ligações da era Obama com surf. A partir do momento que uma autoridade desta importância resolve ter cuidados com o nosso meio, abrangente diretamente dos oceanos e indiretamente de todo o ecossistema, somos afetados sim.
“... não podemos consumir os recursos do mundo sem pensar nas consequências. Pois o mundo mudou, e devemos mudar com ele.”
Barack Hussein Obama
Surfistas e admiradores do surf sabem o quanto sua prática é igualitária e livre de segmentações. Todas as classes, cores e credos são bem vindos a viver da inesquecível experiência de dropar uma onda. Portanto, a quebra de barreiras na eleição de um presidente negro provaram enfim, que por mais distante que esse momento da história possa estar de praia, sol e ondas perfeitas, ele reflete a identidade e o respeito que os surfistas já conhecem a muito tempo, além de poder decidir o futuro de milhares de picos ao redor do globo.









